sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A indiferença de um celular


Que criatura cruel é um celular.
Permanece calado nos momentos
Em que mais preciso que fale.
Fala quando não deve.
Grita outro numero
Quando desejo que seja o seu.
Dorme nas minhas noites de insônia.
E berra, interrompendo meu sonho com você.

E nas horas de agonia,
Quando desejo ouvir tua voz...
Me oferece a voz metálica da caixa postal.
Click...
Fecho o flip.



Texto de:

Luiz Eduardo


2 comentários:

  1. hahaha, perfeito.
    Tecnologias digitais tem mesmo uma frieza embutida.
    Mas como nos tornamos dependentes delas não!?

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  2. Verdade tem um frieza mesmo!
    Exatamente, nos tornamos totalmente dependentes e dessa forma temos que conviver com essa frieza!

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