Ainda pior que a convicçãodo não, a incerteza do
talvez, é a desilusão
de um "quase".
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido
e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda
estuda,quem quase
morreu está vivo,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas
oportunidades que escaparam
pelos dedos,
nas chances que se
perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de
viver no outono.
Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma
vida morna; ou melhor, n
ão me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância e
frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "Bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem
até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e
o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as
estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.
"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma."
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é
romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!!
Texto de: Sarah Westphal
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Quase
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário