sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Delisusão


Sabe aqueles momentos em que
sentimos uma dor fina,
lá dentro do peito, dor
essa que nem sabe-se como é,
como vem, e tira a impressão
de que tava tudo bem.
Dá vontade de gritar aos
quatro ventos numa voz bem alta,
como se fosse sair um
monstro de dentro de nós,
a sensação de alguma
coisa sem precendentes.
Como se viesse um desejo de
chorar e chorar,
e nem saber a hora de parar,
somente induzir para dentro de sí,
o que pra fora nem veio se mostrar.
Como mudança de rumo,
e rumando para o deserto
quente e seco da minha
sensação de estar perto do nada,
mas longe de você, um amor renegado,
pensamento elevado.
Sentimento com sonhos desmoronados e castelos de areia engolidos pelas
ondas, sentimento de perda e dor, sabor do castigo, sentido sem amor.
Seria como se expremesse o peito e lançasse longe a alegria, sentido de
vida vazia, sorriso sem graça, sabor de rejeição, coração na contra mão.
Não!... mesmo que se tenha idéia do que é sofrer, mas ferida que se abre
sem ferir dói, mas sem o sangue a sair.
Sofrer assim não é justo, se foi um susto, nem custo da dor ou esperança do
amor, dor essa que é fina no peito e desafina o embalo do coração e da
emoção.
Pois, como perfume de amor e flor,
e despedida sem odor, se faz sofrido o

rosto, com a expressão que dispensa conoção.
Sim, com amor é fácil lidar, mas os sentimentos á parte que sem
recentimentos, se faz uma parte dessa dor, que á outra se veio juntar,
selando a desculpa da lágrima rolar.
Como saber que é hora de parar, sanar uma coisa dessas só com alguem que
viveu tal sentimento, e sobreviveu pra contar, ou correu o risco e saiu da
beira abismo.
Juro que se for para sentir essa dor, sem ter o que sentir, não fico mais
em cima desse muro, me cede tua luz, e me tira desse escuro.
Os vestígios da esperança que molha o meu olhar, se faz forte, e não sei
como vai-me a sorte sair assim, sem os riscos da morte á me rodear.
Sei que dor fina e vazia faz sofrer, mas sem entender o que a dor te traria
é sofrer duas vezes, uma por sofrer e outra sem saber.
Seria um troca justa, a troca da discórdia pela vaga soma da tua
misericórdia, se me decifrasse essa dor.
E chegando sempre pela metade e tomando o lugar da felicidade,
essa dor me
pega sem piedade,
como é triste sofrer e ver padecer num sentido sem fim.

Não tem como dizer não, essa dor que seca o coração,
faz viver um momento

sem razão, leva consigo uma paz que seria a única emoção,
essa dor se
chama, Desilusão!

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