quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quando eu não pensava em ti


Quando eu não pensava em ti,
os meus pés corriam ligeiros pela relva,
E os meus olhos erravam, distraídos e felizes,
Pela paisagem toda... Quando eu não pensava em ti,
As minhas noites eram como o sono do céu,
cheio de luar... Quando eu não pensava em ti,
A minha alma era simples e quieta,
A minha alma uma ave mansa,
De olhos fechados na alta imobilidade de um ramo, Quando eu não pensava em ti...
E agora, Ó eleito o meu passo demora
Esperando pelos meus olhos que procuram a tua sombra...
As minhas noites são longas, morosas, tão tristes,
Põe-se te buscar. E eu, sem ele, fico mais só... Perderam-se os meus olhos entre as estrelas entre as estrelas se perderam as minhas mãos
Nesta ansiedade de te abraçarem...
Ó eleito, ó eleito!
Por que, desde o chão do meu corpo até o céu da minha alma
Sou uma fumaça de perfume subindo ao teu louvor?
Quando eu não pensava em ti,
Os meus olhos erravam, distraídos e felizes,
Pela paisagem toda...

Texto de: Cecilia Meireles
 É uma bruta ansiedade
Periga sufocar
O vento fica na saudade
Do ar
É uma bruta ansiedade
Periga sufocar
O vento fica na saudade
Do ar
Quero respirar

Música de: Dominó

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